Acredito que tudo tenha começado quando eu briguei com um rapaz que morava no mesmo quintal que eu. Era dia três de janeiro de dois mil, no dia seguinte eu fui trabalhar normalmente, mas, às 9hrs. da manhã senti uma forte dor de cabeça acompanhada de uma tontura, disse ao meu gerente que iria ao médico, pois, eu achava que estava com a pressão alta. Quando cheguei ao médico, ele mediu a minha pressão e logo em seguida deu-me um atestado solicitando afastamento imediato do meu serviço, pois, a minha pressão estava 23/18. Pediu-me vários examese; nesse meio tempo, mesmo tomando remédios receitados pelo médico, minha pressão tornou a subir e aconteceu como se fosse um estouro aos meus ouvidos, o que me levou à surdez total. Então fui encaminhada ao otorrino e novamente me pediram mais uma bateria de exames, só que na espera dos exames já estávamos no mês de maio, e já conseguia a ler os lábios das pessoas, pois, às vezes escutava pouco e às vezes nada escutava. Vivia assim perdida, no meu mundo sozinha, me sentia ridicularizada, pois, algumas pessoas faziam piadas da minha situação, ou então sentiam dó. Quando retornei ao médico para pegar o resultado do exame eu pude perceber pela sua expressão facial que ele ficou assustado... me encaminhou para a Santa Casa de São Paulo dizendo que nada podia fazer, e me aconselhou a procurar uma Igreja ou uma Benzedeira.

Conversando com uma amiga, falando sobre o ocorrido, a mesma falou-me que congregava numa Igreja Evangélica (Igreja Jesus Vem e Vencemos pela Fé), na realidade eu me interessei muito, mas, não demonstrei atenção, pois, eu era católica e não gostava de crente. Contudo, a cada dia que passava eu piorava.

Ao chegar na Santa Casa novos exames foram realizados, e no decorrer dos dias à espera do resultado final eu fui me desesperando. Foi neste período, num dia em que eu estava muito revoltada com a minha situação, que eu resolvi procurar a Igreja Evangélica onde congregava a minha amiga. Foram três tentativas, consegui realmente ir e entrar apenas na quarta vez. Tudo me parecia estranho... às vezes conseguia escutar o que o Evangelista Milton falava, às vezes não ouvia nada, então eu sentia uma vontade louca de sair correndo de lá e nunca mais voltar, mas uma força maior me segurava ali, e confesso que à princípio foi a curiosidade que me levou à continuar na Igreja. Enfim, sairam os resultados dos exâmes, era mês de agosto, os médicos me disseram que seria necessário uma cirurgia em ambos os ouvidos, no ouvido direito eu já esperava, pois, desde pequena eu tinha problemas com ele, mas, no esquerdo, para o meu desespero havia um tumor, e a suspeita era de câncer, seria necessário fazer uma biópcia para constatar o que já era esperado.

Nesse meio tempo, o Evangelista Milton e a Missionária Rosene iniciaram companha de cura e libertação completa, eu aos poucos fui voltando à escutar, mas, aquele o sentimento de desespero não me abandonava, só sentia vontade de morrer.

Os médicos pediram então uma ressonância magnética, eu a fiz, porém, o resultado deste exâme eu teria só no dia um de novembro. Desde o dia em que fui realizar este último exâme até a data de retirar o resultado eu orei e jejuei solicitando do Senhor a cura, às vezes me desanimava, achava que eu não merecia, tinha vontade de desistir de tudo, de deixar a Igreja, pois, achava que Deus não gostava de mim, mas, o Evangelista e a Missionária (sua esposa) não me abandonaram, estiveram por todo o tempo ao meu lado, me orientando, me ensinando, orando por mim sem sessar.

Enfim, chegou o dia de buscar o resultado do exame e, antes de sair de casa orei à Deus e pedi à Ele que fosse feita a sua vontade, e para a minha alegria, ao chegar à Santa Casa o médico me recebeu e, ao verificar o resultado, ficou com um olhar de quem estava assustado e saiu da sala, demorou uns cinco minutos para que o médico voltasse, aliás, ele voltou com mais dois médicos que me perguntaram se eu havia tomado algum medicamento... eu disse que não. Então eles me falaram que alguém tinha me operado, pois, na ressonância magnética não constava nada e que eu estava curada. Aí eu lhes disse “Jesus me curou”, e um deles me respondeu “com certeza”.

Irmãos amados, para a minha felicidade hoje eu estou curada e feliz na presença do Senhor e, graças à minha cura, a minha mãe também está na Igreja, sendo que ela foi uma das pessoas que mais me criticou quando recorri à Igreja Evangélica.

Hoje eu sei que se não fosse por Jesus e pela paciência e dedicação do Evangelista Milton e da Missionária Rosene eu não estaria curada.

Obrigada Deus por ser tão bom comigo, obrigada Evangelista Milton e Missionária Rosene por persseverarem ao meu lado.

Francisca Lusinete Alves Mourão
(congrega na Igreja Jesus Vem de Suzano)

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