Aos 28 anos de idade eu morava junto com José Carlos (meu esposo hoje), eu era secretária de uma multinacional e ele tecnólogo da Bombril. Tínhamos tudo para sermos felizes, mas, a realidade era outra.

Eu esotérica, participava de terapia de vidas passadas, era Kardecista, fazia cromoterapia, mapa astral, cheguei até a fazer (ebô), no centro o qual José Carlos frequentava há 20 anos, tudo para realizar o meu maior sonho que era ser mãe. Mas quanto mais eu fazia, piorava o meu relacionamento com José Carlos, nossa vida financeira era um caos, ganhávamos muito bem, mas, quando o dinheiro entrava em nossa conta não dava nem para pagar os nossos compromissos já assumidos. Mas, nunca faltou dinheiro para o centro, muito menos para a terapia. Porém, o que eu buscava não encontrava, só ilusão, todos me viam grávida, inclusive numa das festas no centro onde José Carlos frequentava a “mãe-de-santo” incorporada com a cabocla Jurema disse-me que eu estava grávida e que era uma menina e ia se chamar Mariana. Para a minha surpresa e decepção quando retirei o resultado do meu exame BHCG deu negativo, mais uma vez fui iludida.

Sempre tive uma saúde inabalável; até o momento em que uma forte dor de cabeça apareceu, depois anemia, pneumonia, e a esterilidade. Passei por várias biópsias, e estava comprovado que eu tinha uma calosidade no útero, impossibilitando assim uma gravidez. Para agravar ainda mais a situação, a mãe-de-santo em assustava ainda mais dizendo que o José Carlos não gostava de mulher doente, e naquele momento, aliás, naqueles últimos meses eu só vivia enferma. E a maior doença era a de não poder ser mãe. A impressão que dava era de que eu iria enlouquecer, pois, sabia que o problema não era de José Carlos, e sim meu, pois ele já tinha um filho.

Quando que para minha surpresa , Dona Hermelinda (minha sogra católica) me chamou para conversar e disse-me que sua vizinha Claudia estava frequentando uma Igreja Evangélica e que o pastor falava tudo o que se passava com você, era irmãos, eu que era esotérica e vivia estendendo a mão para cartomantes não pensei duas vezes, marquei com a minha cunhada Solange, para irmos no próximo Domingo, e para completar a minha alegria, José Carlos aceitou o convite.

Era 1º de Dezembro de 1996 quando chegamos na Igreja Jesus Vem, fomos recebidos pela Bispa Valderes, expomos todos os nossos problemas... Chorei muito quando a missionária me perguntou o que eu queria que o Senhor fizesse na minha vida. Ela fez o apelo, aceitamos o Senhor como único e suficiente Salvador. Quando estávamos indo embora, hoje nosso irmão Mariano, perguntou se nós gostaríamos de receber uma oração, aceitamos, então o Bispo Arlindo pediu que fechássemos os olhos e orou, quando ele terminou a oração, ele disse - “Irmão o Senhor me mostra uma obra de macumbaria e tem um pano vermelho com um nó no meio, e esse nó é o filho que a irmã quer Ter. Eu fiquei maravilhada, como aquele homem sabia aquilo se ele nunca havia me visto e vice-versa. Ele nos aconselhou a fazermos uma campanha de sete semanas (casa/igreja) e assim fizemos.

O José Carlos nunca mais foi ao centro e, para nossa alegria... em 17 de fevereiro de 1997, após dois meses estar na presença do Senhor, eu estava grávida de um mês.. Tudo o que era impossível para mim, para os médicos... este Deus maravilhoso, Deus do impossível, tornou possível para a minha vida.

Hoje aos 33 anos sou mãe do Felipe que tem 3 anos e Renata 1ano e 3meses. Com a orientação do Pastor e de sua esposa, somos casados legalmente e somos uma verdadeira família em Cristo.

Aproveito a oportunidade para agradecer em primeiro lugar à Deus por ter me escolhido e agradeço o Bispo Arlindo e a Bispa Valderes por toda a dedicação, amor e o carinho com que nos recebeu e pelo aprendizado e também à você José Carlos por ser um marido maravilhoso.

Testemunho de Valkiria Machado da Mota e José Carlos Paes da Mota.
São Paulo, 20 de fevereiro de 2.001

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